quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Ciclos da Vida...


Compartilho com vocês este texto enviado por uma amiga querida que vive sua passagem do Inverno para Primavera!!!! Me fez relembrar que eu adorava escutar "As Quatro Estações" de Vivaldi, narrada pela minha professora de piano... era lindo a forma como ela descrevia cada estação!!! Bons momentos da minha infância!!!

O INVERNO

Texto de Áureo Gomes Monteiro Júnior

“Antonio Lucio Vivaldi (1678-1741) foi um prolífico compositor italiano. Ordenou-se padre e dizem que nunca celebrou missa. Assumiu a função de professor de violino numa escola para meninas – Ospedale della Piettà em Veneza – e lá compôs a maior parte de seus concertos, cantatas e músicas sagradas. As suas alunas eram encantadas pelas suas obras.

Do ponto de vista histórico musical, sabemos que Vivaldi inventou e consolidou o formato dos concertos. Tirando a música do âmbito interno e reservado das câmaras reais e levando-o até outros espaços, conquistando audiências com seus contrastes harmônicos e sua grande dose de originalidade e virtuose. Foi um inovador e um popularizador da música, num tempo em que a cultura ou a falta dela era elemento primordial de dominação e controle.

A produção de Vivaldi ficou praticamente esquecida até metade do século XX, quando foi resgatada e apropriadamente apreciada e difundida.

Vivaldi soube construir uma música que se libertava e se expandia em grandes concertos e, ao mesmo tempo, valorizava os espaços para os solistas, em geral, virtuoses que até hoje cativam as audiências. Ele também soube em seu tempo fazer com que suas obras fossem respeitadas e representadas em grandes teatros da Itália e de toda a Europa, em especial na França e em Viena.

A obra mais conhecida de Vivaldi é a Opus 8, que contém as 4 estações e se caracteriza por fortes contrates e ritmos vigorosos. Quando ouvimos os primeiros acordes da Primavera, temos imediatamente sensações boas e motivadoras.

Eu, pessoalmente, me apego em especial ao movimento allegro non molto do Inverno. É algo marcante para mim. Talvez porque a palavra “inverno” venha do latim hibernus, que nos lembra recolhimento, reflexão e preparação para o renascimento que chega com as luzes e o calor da primavera.

Inverno também traz a sensação do frio e, muitas vezes e em algumas regiões, é sinônimo de chuva e água, que é o líquido vital. O frio pode ser desagradável, mas é base para a frutificação. Sem frio as plantas não acumulam o açúcar que alimenta as abelhas, que produzem o mel, símbolo da verdade e base para o hidromel, que é a bebida dos deuses e dos sábios, representando o conhecimento sob a forma mais elevada.

No panteão dos deuses o inverno é consagrado a Heféstos, deus das artes do fogo e dos metais. Heféstos é um inventor para o qual nenhum milagre técnico é impossível, captando as belezas vivas com suas obras-primas de metal. Homero diz que Heféstos teria prendido Prometeu – que deu o fogo ao homem – no Cáucaso e moldou em argila o corpo de Pandora, a primeira mulher.

Interessante é que mesmo com todo esse poder Heféstos carregava no corpo a marca de suas fraquezas, como diz Homero: monstro esbaforido e manco, cujas pernas débeis vacilam sob o peso do corpo (Ilíada18, 410-411).

Os mestres Chevalier e Gheerbrant nos ensinam que “... a sucessão das estações, marcam o ritmo da vida, as etapas de um ciclo de desenvolvimento: nascimento, formação, maturidade, declínio – ciclo que se ajusta tanto aos seres humanos quanto a suas sociedades e civilizações. Ilustra, igualmente, o mito do eterno retorno. Simboliza a alternância cíclica e os perpétuos reinícios”.

A verdade “inexorável” é que tendo agruras ou não, depois do inverno chega uma primavera de renascimento, luz, calor, sons e vida.”

E eu... Já posso sentir o cheiro das flores!!!!!!
***
Acesse o link abaixo para escutar Inverno - Quatro Estações - Vivaldi
http://www.youtube.com/watch?v=FCLpqkIDlXs&feature=related

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Pensamento....


"Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode voltar agora e fazer um novo fim."

(Chico Xavier)